Navio incendiado: o importador paga a conta | Cristiane Fais | Jovem Pan News

Um navio pega fogo em alto-mar. E a conta, no fim, pode chegar para empresas que nem tinham carga naquele porão.

Incêndios e explosões em navios cargueiros voltaram a acender o alerta no comércio exterior nas últimas semanas — inclusive em embarcações com carga a caminho do Brasil e do Porto de Santos. Para quem importa ou exporta, o acidente no mar é só o começo: vem o atraso na entrega, o contrato comprometido, o custo inesperado e, em casos mais graves, o risco à continuidade da própria operação.

Nesta participação no Jovem Pan News Ribeirão Preto, a especialista em comércio exterior Cristiane Fais explica o que muda para as empresas da região — e revela um detalhe que muita gente do setor desconhece: a avaria grossa (general average). Quando a emergência exige medidas drásticas, como lançar contêineres ao mar ou enfrentar um incêndio a bordo, o prejuízo é rateado entre todos os donos de carga, mesmo os que não tiveram mercadoria diretamente atingida.

No vídeo, você entende:

  • Por que um acidente com navio atinge empresas que nem embarcaram carga nele
  • O que é a avaria grossa e como o prejuízo é rateado entre os importadores
  • Os riscos reais da logística marítima para quem importa e exporta
  • Por que o seguro internacional de carga é planejamento, e não despesa

E tem mais: empresas de Ribeirão Preto e região tinham carga justamente nos navios envolvidos nesses incidentes. Algumas não contrataram seguro internacional e agora enfrentam exposição financeira preocupante.

É por isso que Cristiane Fais defende a contratação de um seguro internacional de carga sob medida para a operação. A analogia é simples: ninguém faz seguro de carro esperando bater — faz para se proteger se acontecer. Com mercadoria que atravessa oceanos, o princípio é o mesmo. O seguro faz parte da gestão de risco e do planejamento de qualquer empresa que importa ou exporta.

O comércio exterior continua cheio de oportunidades. Mas oportunidade sem planejamento vira vulnerabilidade. No fim, o maior risco não é enfrentar um imprevisto — é descobrir que a sua empresa não estava preparada para ele.

🎙️ Convidada: Cristiane Fais — especialista em comércio exterior, diretora da ACCROM Estratégias em Comex, de Ribeirão Preto.

📻 Programa: Jovem Pan News Ribeirão Preto

Assista, compartilhe com quem trabalha com importação e exportação — e deixe nos comentários: a sua empresa está preparada para esse tipo de risco?

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