A cachaça brasileira voltou a crescer no mercado internacional — e Ribeirão Preto está no centro dessa oportunidade. Neste comentário na Jovem Pan News Ribeirão Preto, Cristiane Fais, especialista em comércio exterior e fundadora da Accrom Estratégias em Comex, mostra por que exportar cachaça pode ser um novo caminho de valor para as empresas da região.
📈 Números que importam
- 7,95 milhões de litros exportados para 76 destinos
- Mais de US$ 17 milhões movimentados
- Crescimento de cerca de 19% no volume em relação ao ano anterior
- Mas as exportações ainda representam apenas 3,4% da produção nacional — um potencial de internacionalização ainda enorme
🌎 Para onde vai a cachaça brasileira
- Paraguai lidera em volume; Estados Unidos lideram em receita (mais de US$ 3,5 milhões)
- Sete países europeus entre os dez maiores compradores em valor
- Volume x valor: a estratégia define se a cachaçaria compete por quantidade ou mira o mercado premium, envelhecido e artesanal
📍 Por que Ribeirão Preto
- Coração de uma das cadeias sucroenergéticas mais importantes do mundo
- São Paulo é o 2º estado em estabelecimentos de cachaça, com 230 unidades registradas
- O programa Exporta Ribeirão abre 125 vagas para preparar micro e pequenas empresas para o comércio exterior
📋 O que uma cachaçaria precisa para exportar
- Registro no Ministério da Agricultura
- Rótulo, embalagem, documentação, certificados e classificação fiscal
- Formação de preço de exportação, escolha de mercado, logística e distribuição
- Capacidade de manter qualidade e fornecimento após o primeiro pedido
Exportar cachaça não é só colocar um produto num contêiner: é construir mercado, levar marca, história, gastronomia e identidade brasileira para o mundo — e movimentar toda a cadeia regional (cana, embalagens, laboratórios, logística, turismo e serviços).
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